sábado, 17 de julho de 2010
Troféu Reynard Sloting Plus 2010 - 2ª Prova
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Actualização do Ranking CSB
domingo, 11 de julho de 2010
Troféu Reynard Sloting Plus 2010 - 1ª Prova
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Troféu Reynard Sloting Plus 2010 - Prova Experimental
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Ensaio Reynard 2KQ Sloting Plus
Foto 1
(esta foto foi retirada de www.sloting.com, espero que eles não se importem...)
Os minimodelos das categorias Le Mans, com as suas carroçarias largas e baixas e chassis planos e leves, são tipicamente muito eficientes, com uma condução excitante. Outras marcas têm lançado excelentes minimodelos nesta categoria. O primeiro modelo da Sloting Plus iria estar à altura da feroz concorrência? Nada melhor que umas voltas na pista do Clube de Slot de Braga para formar uma ideia sobre o assunto.
Foto 2
Antes de começar, convém conhecer a base que se vai utilizar. Normalmente não perco grande tempo na parte estética. Mas sem querer entrar em grandes detalhes a nível de escala e detalhes estático / estático (que para isso há blogues mais credenciados) parece-me que esta novidade da Sloting Plus está bem conseguida. É um belo minimodelo! Bem dimensionado, boas proporções… sim senhor! As rodas dianteiras são enormes. Tanto quanto consegue avaliar a minha pobre vista, estão à escala. Mas em pista são capazes de criar alguns problemas… rodas a “pisar” demasiado, frente levantada impedindo o patilhão de entrar completamente na calha... suspeito que haverá algumas saídas em frente à entrada das curvas.
Começando a biopsia…
Foto 3
Desapertando os dois parafusos que prendem a carroçaria ao chassis, um atrás do patilhão e o outro no extremo posterior do chassis, entre os pilares de suporte da asa posterior, a primeira coisa que se nota é a leveza da carroçaria. Impressionante. Sem ter balança de precisão, nem tentei pesar, mas fala-se de pouco mais que 15 gramas… impressionante! Claro que o facto da a asa traseira estar no chassis ajuda, mas não é tudo. O chassis é razoavelmente plano. Nunca vi um chassis de plástico novo absolutamente plano, julgo que nunca verei, não esperava que o do Reynard fosse excepção. Nada que uma banhinho de água quente não resolva!
O material que equipa o Reynard aparenta muito boa pinta. Monta, em ambos os eixos, eixos calibrados e jantes de aperto de 16,9mm de diâmetro por 8,5mm de largura, equipadas com tampões de belo efeito. O patilhão, aparentemente em poliamida (material robusto de muito baixo atrito) é de aperto por parafuso e tem leme avançado relativamente ao eixo. O motor, em posição angular, transmite o movimento ao eixo traseiro através de material já conhecido e comprovado, um conjunto de módulo M50, com pinhão de latão de 11 dentes e coroa de 32 dentes. Os casquilhos em latão permitem um rodar suave do eixo e têm folga radial quase nula.
Foto 4
A frente tem muito boa pinta! A profundidade do patilhão é próxima a 6,8mm, ideal tanto para pistas Carrera como Ninco. Na frente apreciam-se também os alojamentos para os parafusos M2 (não incluídos) que permitirão um ajuste preciso da altura do eixo dianteiro. Uma das características próprias do chassis é também o guiamento específico das cabos de alimentação ao motor. Bem jogado, Sloting Plus!
Foto 5
Na secção traseira do minimodelo pode apreciar-se a grande inovação deste chassis: o suporte de motor oscilante. Teoricamente deverá replicar o comportamento permitido pelos berços intermutáveis de outros fabricantes, mas sem que o berço seja realmente desmontável, ou seja, o chassis é uma peça única. As ranhuras no chassis começam ao lado do parafuso que se aprecia no canto inferior esquerdo da imagem, prolongam-se em delta até aos laterais, junto ao motor, e terminam numa ranhura transversal ao chassis logo após o eixo posterior. O suporte de eixos, esse sim é desmontável, e fixa-se por dois parafusos ao suporte flutuante do motor e por outros dois à secção terminal do chassis, próximo do furo de passagem do parafuso de fixação à carroçaria. Esta fixação permitirá um jogo de basculação entre o pseudo-berço do motor e o chassis, o que é um interessante ponto de preparação…
Observadas as “entranhas” da máquina, vistas as alturas do eixo dianteiro e traseiro, muni-me de material para fazer umas afinações ao lado da pista durante os primeiros ensaios…
Foto 6
Para o eixo dianteiro, um eixo de carbono e jantes plásticas de 16mm de diâmetro da Sloting Plus. Para o eixo traseiro, jantes de aperto de 15,8mm de diâmetro e pneus Scaleauto Goma RT 19x10mm. Mais umas palhetas finas Slot.it que levo sempre na mala, deve ser suficiente para umas primeiras “afinadelas”…
Foto 7
O Reynard tem mesmo uma bela pose. Baixinho como o costumam ser os LM’s, fica bem na pista…
Mas não foi à pista para ficar a ver as vistas, não senhor!. Escolho a calha verde, uma das mais rápidas do circuito CSB. Nesta calha, os mais rápidos do recém concluído Campeonato LMP 2010 rodaram em 8,339 segundos por volta. E os rapidíssimos LMP 2009, com motor Boxer e pneus de espuma chegaram a um fantástico 7,720 segundos por volta! Duvido que o Reynard chega lá hoje, mas fica pelo menos a referência.
Com o minimodelo totalmente de caixa (incluindo íman), começo a primeira sessão de voltas. Com o punho DS Witec regulado no banco de curvas de velocidade na posição 9, travão a 70% e anti-spin a 10%, ao fim de 5 minutos rodava sistematicamente perto dos 9 segundos por volta e com melhor volta em 8,953. Nada mau! O comportamento do carro é sereno e neutro. O efeito magnético não é acentuado, permitindo gatilhar de forma natural. O punho teve que ser afinado diminuindo o travão e com uma entrega vigorosa em aceleração, mas esperaria que fosse necessário utilizar uma curva mais radical. Os pneus não se portam mal, mas nesta configuração suspeito que a aderência é devida, sobretudo, à barra prateada debaixo do eixo traseiro e não às qualidades da goma…
Hora da verdade. É tempo de tirar o íman e ver como se porta a máquina! Olhando para a pose do Reynard na pista, temo que vai ser um fartote de saídas de frente. Rodas grandes à frente, frente levantada (apreciável na foto 8) e ausência de íman, a coisa promete…
Foto 8
Começo a rodar, regulo o punho para a curva 6, travão aumenta um pouco para 90% e anti-spin para 30%. O Reynard porta-se melhor que o que eu esperava. Claro que não rodo nos mesmos tempos, (quase 1,5 segundos mais lento), mas não é propriamente inconduzível. Acaba mesmo por ser agradável. Ficou um pouco mais barulhento. Suponho que seja das grandes rodas dianteiras a tocar na carroçaria. Estas mesmas rodas grandes que, de tanto apoio, fazem a frente saltar em recta e perder direcção à entrada das curvas, não perdoando qualquer travagem falhada. O ritmo que imponho é calmo, não quero partir o brinquedo novo! Ao fim de mais uma sessão de 5 minutos o melhor tempo ficou em 10,21 segundos.
Paragem para umas gotas de lubrificante e mudança de rodas da frente. Monto umas jantes de 15,8mm, com pneus Z0 baixo perfil. As rodas nem tocam na placa! Desaperta-se um pouco a carroçaria para facilitar a basculação. De novo na pista, a diferença é notável. O barulho que ouvia antes desapareceu. A frente está mais segura, permite mais confiança. Mesmo assim algumas saídas, tanto de frente na entrada das curvas, como por chicotada à saída da curva, mas estas não sei se foram do carro ou do dedo… Seja como for, o Reynard mostra-se muito equilibrado. Os pneus traseiros parecem-me aceitáveis. Nestas primeiras voltas o seu comportamento assemelha-se ao de uns P6 novos. Não é mau. No final dos 5 minutos a melhor volta fica em 10,04 segundos, rodando confortavelmente em 10,1. O punho apenas foi ajustado no anti-spin, agora em 20%.
Terceira paragem para mudanças mais radicais. Troquei o chassis por outro montado com o material escolhido e mais umas “maldades”. Uns casquilhos RRSS Victor's colados ao chassis e uma cremalheira de 24 dentes. Com a coroa com menos dentes trava menos, posso regular o punho para 100%. O Reynard começa a rodar com outra soltura. Os pneus fazem notar que ainda são novos, com pouca tracção. Mesmo assim consigo utilizar a curva 7, com anti-spin a apenas 20%. Mas de facto os pneus Scaleauto RT escorregam um pouco, com um som característico ao derrapar. Alivio um pouco os parafusos do suporte do motor. Fica mais seguro. Os 5 minutos passam num ápice. O Reynard é uma delícia de gatilhar. Muito sereno, inspira confiança. Rodei tranquilo em 9,6 segundos. O melhor tempo fica em 9,594 segundos, o que é um bom indicador para um minimodelo que teve 15 minutos de testes, com material escolhido a “olhómetro”…
Foto 9
Conclusão: um minimodelo bem conseguido sobre todos os aspectos. Esticamente está muito realista, o que deverá agradar aos slotistas mais virados para o coleccionismo. Mas o slotistas mais competitivos e que retiram mais prazer de preparar o minimodelo do que olhar para o mesmo numa estante também ficarão agradados. O Reynard demonstrou ter nascido muito bem, com um conceito inovador e interessante e mais, que funciona. É um minimodelo agradável de gatilhar desde a sua saída de caixa. Não é propriamente um “ready to run”, mas na realidade ainda não conheci nenhum minimodelo que o fosse verdadeiramente, mesmo os que assim se auto denominam. No entanto, o que lhe falta para ser extremamente competitivo parece ser muito pouco. Não em questão de qualidade de material, porque o original, esse, é excelente. Apenas uma questão de dimensões adaptadas à pista onde vai ser gatilhado. O 1º lançamento da Sloting Plus é um minimodelo que apresenta um potencial de preparação muito interessante. As competições que estão previstas com este Reynard, tanto as 24 Horas do Porto como o Troféu Inter Clubes CSB – GT Team antecipam-se extremamente competitivos, fruto de uma excelente base de competição.
Boas gatilhadas!
MPQ
