

18 de Julho de 2009
Este modelo reproduz um veículo multi-vitorioso dos campeonatos europeu e mundial de turismos do princípio e meados desta década. As linhas do minimodelo são agradáveis, sobretudo porque o veículo original é um bom exemplo do belo estilo italiano. O fabricante tem uma variedade aceitável de decorações, o que juntando ao hábito no CSB de personalizar as decorações, permite antever corridas coloridas.
Numa avaliação genérica, podemos dizer que a reprodução é aceitável, os acabamentos sofríveis e a mecânica deficiente.
Na carroçaria são evidentes marcas e rebarbas de fecho do molde. A pintura, normalmente aceitável nos modelos vermelhos, no modelo branco que escolhi para preparar parece ter sido deixado a meio: as áreas verticais por cima das cavas da roda parecem não ter pinga de tinta… a tampografia seria agradável se as faixas decorativas que atravessam os diferentes painéis fossem minimamente alinhadas. No chassis, para além de rebarbas, é frequente a falta de material no pilar de aperto do parafuso posterior.
A parte mecânica não anima muito mais…
O motor, do tipo “S” (Mabuchi FC-130), não é mau (depois de rodado) e vem montado num berço “flutuante”, uma das particularidades dos chassis deste fabricante. Os casquilhos em plástico são longos, para encaixar em simultâneo no berço e no chassis, e não têm folga excessiva. As rodas são aceitavelmente cilíndricas e concêntricas com o eixo. Os pneus têm uma boa aderência mas raramente são concêntricos com as jantes. É sempre necessário rectificá-los. Em algumas versões são fornecidos pneus 20x11, em outras versões pneus 19x10, enfim, falta de critério total. No eixo dianteiro temos uma outra originalidade: o minimodelo apresenta semi-eixos, apesar que o material escolhido é pouco rígido e resistente e a folga entre alojamento e semi-eixo permite que as rodas dianteiras dancem em todas as direcções… nada bom. O chassis em plástico é flexível e é normal apresentar empenos visíveis. Outra originalidade é a inclusão de um lastro de 6,5g… mas só em algumas versões… mais uma vez, grande falta de critério do fabricante.
Para terminar a inspecção à mecânica, o grande “calcanhar de Aquiles” do minimodelo: a transmissão. Pinhão e coroa são em material plástico e muitos maus. O pinhão parte com facilidade e a cremalheira tem “módulo variável”, pelo que temos minimodelos a rolar com “controlo de tracção” activado (pinhão a rodar no veio do motor) ou então a rolar com “escape livre” (barulho originado pelo mau engreno na transmissão).
Então?... se é assim tão mau, porque utilizar este modelo em competição???...
Bem, a primeira razão é a configuração: o motor está montado em posição sidewinder e baixinho, o que permite uma condução excitante e característica, diferente dos”Turismo”, de configuração longitudinal, cujo campeonato foi concluído recentemente no CSB. Segundo, porque as principais falhas (mecânicas) podem ser facilmente corrigidas com material calibrado. Terceiro, disse-o logo no início do artigo: carros novos em saldo. E finalmente, porque o 156 é lindo!!!
Então, preparação. A primeira coisa é abrir o minimodelo e desmontá-lo totalmente. Eu tenho por hábito desmontar tudo, inclusive habitáculo e vidros, mas reconheço que é desnecessário. Basta com separar chassis da carroçaria. Depois há que desmontar todos os componentes do chassis: berço de motor, motor, casquilhos com eixo traseiro, semi-eixos dianteiros, rodas e patilhão e verificar a distorção do chassis. Se for excessiva, tem que ser “desempenado”. Há uns truques engraçados com placas de verificação, imanes e água quente que permitem fazer milagres…
Depois de desempenado o chassis, junto o material para a montagem:
Antes de começar a montagem é conveniente verificar a basculação. O movimento entre o chassis e a carroçaria normalmente é impedido pelas rebarbas que abundam nestes modelos. É boa ideia eliminá-las com ajuda de um bisturi ou faca de corte. Mas cuidado para não exagerar… o regulamento permite “eliminar rebarbas”, não permite “aligeirar”…
Começo por montar o motor no berço. É necessário fixá-lo bem o motor para impedir que se solte do berço ou rode em aceleração, pelo que uso um pouco de cola térmica. Monto os casquilhos no berço e depois o berço no chassis.

Instalo o patilhão e faço a condução dos cabos de alimentação. Este pormenor é importante. A configuração do habitáculo não permite que cabos de diâmetro médio (como os da Slot.it) passem pelo lado esquerdo do chassis sem interferirem com o assento do piloto (os cabos originais são de pequeno diâmetro). Passo ambos os cabos pelo lado direito do chassis e, ao passar junto aos apoios dos semi-eixos dianteiros, derivo cada cabo para o seu lado, fixando-os com uma gotinha da cola de contacto.
Os semi-eixos dianteiros ficam perfeitamente alojados nos furos de passagem originais no chassis. São as rodas que giram livremente nos semi-eixos (por isso escolhi as Spirit, que têm uma tolerância maior que as Slot.it e giram melhor). As rodas são depois imobilizadas no veio com pequenos freios fornecidos com os semi-eixos.
Monto o eixo traseiro, a transmissão e as rodas e com umas gotinhas de cianoacrilato imobilizo os casquilhos, limitando vibrações e atritos. Prefiro colar os casquilhos apenas ao berço, mantendo a basculação do berço em relação ao chassis. Atenção ao utilizar cianoacrilato: deixar secar antes de fechar o carro, sob o risco de deixar os vidros permanentemente “embaciados” com fumo branco…
Uma outra variante de preparação, mais económica, será aproveitar o eixo original traseiro para montar as jantes originais. Apenas se utiliza como material adicional de preparação o motor regulamentar, a transmissão (pinhão e coroa) e um eixo calibrado para o eixo traseiro. Em termos dinâmicos o resultado é muito semelhante, mas poupam-se uns euros valentes…
E já está! Agora é fechar o carro e para a pista, que em casa não se treina o dedo!!!....
Boas gatilhadas!
Orçamento: este orçamento inclui todos os acessórios. É possível reduzir o valor global utilizando apenas os componentes indispensáveis – transmissão, motor e um eixo calibrado. Nos artigos que se vendem em conjunto apenas considerei o material utilizado (exemplo, pinhões são vendidos em pares, considerei apenas metade do valor).
| Descrição | Fabricante | Ref. | (€) | Obs. |
| Alfa Romeo 156 GTA | ProSlot | Várias | 19,95 | |
| Motor V12/3 21,5k | Slot.it | MX10 | 13,50 | |
| Pinhão Ø6,5, Z11, | Slot.it | PS11 | 3,00 | (2un.) |
| Coroa Ø18, Z11, Al | Slot.it | GS04/05 | 5,95 | |
| Eixo Ø3/32’’, 50mm | Slot.it | PA0150 | 2,60 | (2un.) |
| | | | 42,20 | Subtotal 1 |
| Casquilhos p/ProSlot | Slot.it | PA11 | 4,05 | |
| Semi-eixos de latão | MB Slot | 19092 | 5,70 | |
| Jantes Ø17x9, Al | Spirit | 030711SP | 5,00 | |
| Jantes Ø16,5x9 Al | Slot.it | PA43ALS | 5,75 | |
| Pneus Ø17x10, “Z0" | Slot.it | PT15 | 6,05 | (4un.) |
| Pneus Ø19x10, “P1” | Slot.it | PT04 | 6,05 | (4un.) |
| Patilhão 6,8mm | Scaleauto | 1608 | 3,20 | |
| Palhetas racing cobre | MB Slot | 19080 | 5,10 | |
| | | | 29,75 | Subtotal 2 |
| | | | 71,95 | Total |
1.ª Manga: João Silva; Emídio Peixoto; António Maia; Filipe Vilas Boas e Miguel Queirós.
2.ª Manga: Daniel Costa; Hugo Figueiredo; Paulo Mendes; Augusto Amorim e José Eduardo.
Resultado da prova:
1.º Paulo Mendes - 146,22 voltas;
2.º Emídio Peixoto - 144,03 voltas;
3.º José Eduardo - 143,29 voltas;
4.º Augusto Amorim - 141,35 voltas;
5.º Hugo Figueiredo - 141,07 voltas;
6.º Daniel Costa - 139,07 voltas;
7.º António Maia - 138,35 voltas;
8.º Filipe Vilas Boas - 126,29 voltas;
9.º João Silva - 126,10 voltas;
10.º Miguel Queirós - 122,04 voltas.
Alinhamento geral

Antes da partida, o Director da prova fez um briefing com os pilotos da primeira manga.
Momento de alguma descontracção antes da partida...
A primeira manga mostrou uma equipa nitidamente ao ataque. Com efeito, a equipa Braga Slot Racing, com o sempre muito rápido Luís Azevedo aos comandos, conseguiu cavar um fosso de seis voltas para a equipa CSB Smoke Off, anotando ainda uns tempos muito rápidos
Na segunda manga começou a recuperação da equipa CSB Smoke OFF, a qual, na calha amarela e com o Emídio Peixoto aos comandos, conseguiu anular cinco das seis voltas de desvantagem.
Na calha seguinte a equipa CSB Smoke OFF apresentou um andamento ainda mais rápido, tendo anulado rapidamente a vantagem da equipa Braga Slot Racing e saltado para a liderança da prova, a qual não mais largou.
Na calha verde o Eduardo Carvalho logrou tempos impressionantes, registando diversas voltas abaixo dos 9,200 segundos, cavando uma diferença que depois foi aumentada na calha branca, onde o Emídio conseguiu também um tempo abaixo dos 9,200 segundos.
No final, a equipa CSB Smoke Off conseguiu terminar com 17 voltas de vantagem sobre a segunda classificada, a equipa Braga Slot Racing.
O terceiro lugar ficou em suspenso até à calha final, ou melhor, ficou em suspenso até aos últimos 20 minutos da calha final.
A equipa CSB Smoke On debateu-se com alguns problemas mecânicos no início, tendo inclusivamente que mudar de cremalheira, o que permitiu à Scuderia Ferrari SPA conseguir uma vantagem que parecia confortável.
No entanto, o Vítor Lopes e o José Eduardo demonstraram fibra de campeões e não desistiram. Com um carro menos equilibrado, mas com mais velocidade de ponta, os mesmos recuperaram pouco a pouco a desvantagem, tendo o Vítor Lopes, a menos de quinze minutos do final da prova, empatado e, depois, conseguido as 4 voltas de vantagem finais.
Fica uma nota de valor para o Hugo Figueiredo e para o António Maia, não só pelo memorial Ferrari que montaram na curva que antecede a recta da meta, como por não terem baixado os braços na luta final pelo último lugar do pódio. Como diz o Professor Marcelo Rebelo de Sousa... "vinte valores, vinte valores".
Quanto às restantes equipas, importa referir que ambas tiveram problemas mecânicos, o que as arredou da luta pelos lugares cimeiros. Anota-se ainda o facto de a equipa Ariouro Team Slot ter procedido à mudança do motor, uma vez que aquele que lhe coube em sorte "entregou a alma ao criador".
Finalmente, uma nota de destaque para o piloto "internacional" Rui Costa, o qual alinhou com a equipa Ariouro Team Slot. Exibiu boa disposição e muito fair play em pista.
A Porsche dominou inteiramente o pódio com o modelo 917 da Fly
Resultado final da prova:
1.º Lugar - Clube Slot de Braga - Smoke Off - Emídio Peixoto e Eduardo Carvalho (o Paulo Mendes preparou a máquina vencedora)
1500 voltas


2.º Lugar - Braga Slot Racing - Augusto Amorim, Nuno Aguilar, Francisco Matos e Luís Azevedo
1483 voltas

3.º lugar - Clube Slot de Braga SMOKE ON - Vítor Lopes e José Eduardo
1420 voltas



5.º Lugar -Clube Slot de Braga - Bons Rapazes - António Bernardino e Miguel Queirós
1354 voltas


6.º Lugar - Ariouro Team Slot - Filipe Vilas Boas e Rui Costa
1195 voltas

Podem também ler uma reportagem desta prova no forum Portugal no seguinte link:
http://board.slotportugal.com/index.php?showforum=32